Estudantes enviam artigo sobre ética na Política
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  • Estudantes enviam artigo sobre ética na Política
  • Prezados vereadores, funcionários desta casa legislativa e aos presentes nesta sessão 

     

    A escola na sua essência é um local de relações sociais, culturais e também políticas. Um ambiente que permite a alimentação do sonho, entusiasmo, da criatividade, senso crítico e valores éticos sociais. Diz-se que é preciso que a educação esteja em seu conteúdo, em seus programas e métodos, adaptada a ser sujeito, fazer a cultura e a História.

    O lema da nossa escola, “Educar... Opção pela Vida!”, nos mostra que com educação, há vida, e uma vida, sem dúvidas, com muitas oportunidades mundo afora.

    Então, como estudantes da grade com o projeto do Ensino Médio Inovador, fomos desafiados na disciplina de filosofia a desenvolver um trabalho sobre ética na política; um assunto com certeza polêmico, a qual a importância dada pela população deveria ser muito maior.

    Vocês gostam de política? Provavelmente não. Mas se estão aqui, sabem o quanto a política interfere na nossa vida. O termo “política” vem de polis, cidade. Política, algo do povo, do povo pela sua cidade, pelo seu município, pelo seu país.

     

    Desde a antiguidade, época dos pensadores Sócrates, Platão e Aristóteles, a ideia de constituição da “polis” passa pelo princípio de que a cidade deve ser dirigida por governantes sábios, justos e virtuosos. Até hoje essa ideia prevalece, porém muito da essência já se perdeu. Os gregos não possuíam a visão que separa ética da política. Eles eram um só! Não existia política sem ética. Foi com Maquiavel, na época do liberalismo que houve a ruptura entre ética e política. Maquiavel tinha como principal preocupação o Estado, não o Estado ideal de Platão, mas o Estado real, com o objetivo de apenas beneficiar o Estado.

    Mas, ainda assim, continuamos a galgar o verdadeiro sentido de cidadania, da participação na vida pública. Aprendemos com Hélcio Correa que diz, “o homem só é reconhecido e somente realiza-se a partir de sua inserção na comunidade política”. Assim, compartilhamos da ideia de que se um homem for incapaz ou não sente necessidade de se associar em comunidade, ou ele é uma besta ou um Deus. E aí está um problema do nosso dia a dia: há poucas pessoas estimuladas, convidadas e por conseqüência, envolvidas na política. Derradeiramente, todos preferem criticar ao invés de se envolver.

     

    Em entrevista com o Vice-prefeito Alexandre Ruscheinsky podemos perceber que um dos problemas também é a “politicagem”. Em nome de uma agremiação partidária e de interesses, por vezes individuais e outros interesses múltiplos, o povo deixa de confiar nas pessoas por estarem filiadas em um denominado partido político, sendo que as vezes, nos pequenos municípios, as ideologias não estão tão presentes e claras para a população. Às vezes as críticas passam a ser ataques pessoais como forma de promover oposição e ou, defender a situação.

    Relacionando o assunto corrupção no âmbito nacional com municipal, pudemos avaliar e perceber que a infração ocorre nos dois locais, porém em proporções diferentes. Em nosso município, o que é considerado um ato de corrupção? É quando um funcionário público faz uso de automóvel da prefeitura para algo pessoal, quando uma pessoa é favorecida por ser amiga de alguém que trabalha na prefeitura? Entendemos que corrupção é o uso de bem público para o benefício pessoal. E isso também tem a ver com a população. Tudo começa quando nós, os denominados “cidadãos” corrompemos os políticos, garantindo nosso apoio, se formos favorecidos.

     

    Então concluímos, que juntos, sociedade e políticos, temos muito que crescer, temos muito que evoluir. Não pretendemos ser analfabetos políticos. Como estudantes temos o compromisso de entendermos cada vez mais a nossa missão na política enquanto prática de exercício de cidadania. E necessitamos também, do espaço para o advento das idéias e compromissos juvenis. A reflexão que realizamos a partir do nosso trabalho, pode ser um começo. Mas se os conteúdos estudados e reflexões geradas nos comovem e talvez até convencem, exemplos é que arrastam. Acreditamos por isso, que o espaço que vocês tem, como legisladores e do próprio executivo municipal, possam ser verdadeiros espaços de transformação da vida da população. Sendo assim, o bem estar social se efetivará, com a vontade da participação de todos os concidadãos.

    Muito Obrigado!!!

     

     

    Texto de: Ediane Ana Giehl, Gabriela Bruna Rauber Klamt, Lucas Rogério Thomazoni e William Luiz Bischoff